Enquanto me deslizavam pelo corredor em direcção ao bloco de partos e sentia o nosso filho a querer conhecer o mundo, senti sobre mim a enorme responsabilidade do que estava prestes a acontecer. Seria eu, e apenas eu, com quem tu e o nosso filho poderiam contar para que tudo corresse bem. A nossa vida estava dependente do que o meu corpo poderia ou não conseguir fazer nos próximos minutos. Comecei a tremer na maca fria, descontroladamente. Procurei-te mas sabia à partida que te estavam a preparar. Encontrei o olhar de uma enfermeira que me disse que estava tudo bem, era uma reacção perfeitamente normal. Ainda antes de ti entrou o meu médico, com o seu jeito descontraído, seguro, mãos grandes e postura protectora. Olhou-me nos olhos e disse Vamos fazer isto os dois, em equipa? Respirei fundo e tremi um sim com a cabeça. Enquanto ele se preparava fechei os olhos e senti a energia a mudar, para melhor, para algo mágico prestes a acontecer. Não ouvia ninguém para além dele, não sentia nada para além das contrações que aproximavam o nosso amor pequenino deste mundo. Caí num silêncio selectivo e quando já estava perfeitamente alinhada com a força do meu corpo é que me apercebi que estavas já ao meu lado. Quase não te reconheci com a touca, a máscara e a concentração que exigia o momento mais importante das nossas vidas. Deste me a mão, olhaste-me dentro dos olhos e disseste tu consegues, respira fundo. Durante aqueles minutos sentia-me a pairar entre a tua voz, a voz do meu médico e o que o meu corpo me dizia a alto e bom som. Concentrei toda a força do mundo para fora de mim, para te dar uma extensão de ti. Calmamente, sem pressa, sem medo, sem receio. O nosso filho chegou a nós num ambiente relaxado, carregado de magia e ternura, depois de 24 horas de trabalho de parto que começou quando ele quis chegar. E chegou. Mais cedo que o esperado mas com todo o amor do mundo. Foi, provavelmente, o momento mais bonito da minha vida, de uma leveza que nunca esperei. Foi provavelmente o momento em que mais te amei na minha vida, também. Porque sem ti não tinha conseguido ouvir a voz do amor.
mala da maternidade ♥
Uma das
maiores dúvidas de mães de primeira viagem é o que levar para a maternidade. As
diferentes estações do ano parecem divergir opiniões e listas. Depois de muitas
pesquisas, tanto de hospitais privados como públicos, esta é a minha lista com o que é necessário para aqueles dois/três dias na maternidade, consoante
parto normal/cesariana.
A minha mala
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Documentos (Cartão Cidadão, Seguro, etc)
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Boletim de Grávida
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Últimas análises e ecografias
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Telemóvel
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Carregador
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4 camisas de noite com abertura à frente
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Roupão
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Chinelos de quarto e de banho
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3 soutiens de amamentação
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Discos de amamentação
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Pomada de lanolina
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Cuecas descartáveis
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Pensos higiénicos pós-parto
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Maquilhagem
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Escova Cabelo
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Produtos de Higiene
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Roupa para saída da maternidade
Mala do Sebastião
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3 conjuntos completos para receber visitas
(bodies interiores manga comprida/curta, calças de algodão interiores,
fofos/cueiros, casaco, gorro, botinhas/meias)
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3 conjuntos completos para a noite (bodies
interiores manga comprida/curta, calças de algodão interiores, babygrows,
gorro, botinhas/meias)
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2 mantas
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4 fraldas de pano
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Fraldas descartáveis (média de 10 por dia)
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Produtos de banho (Gel lavante, Creme
Hidratante, Creme muda da fralda)
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Lima de papel para unhas
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Escova macia para cabelo
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Chucha
Como estamos no verão as roupas que levo são todas de algodão fresquinho.
Alguma coisa que me esteja a esquecer?
procura-me com os olhos
Não foi fácil fazê-lo sem ti.
Mais difícil ainda é admiti-lo. E não falo de fazê-lo sem ti fisicamente, mas
emocionalmente quase nunca cá estiveste. Desde o início que percebi que não
iria ser a fase mais bonita da minha vida. Uma complicação arterial obrigou-me
a vir cedo para casa e ao mesmo tempo começaste uma nova posição profissional
que te ocupa todo o tempo disponível. O resultado ao início foi desastroso. Eu
queria atenção, tu querias atenção. Eu não queria ouvir os teus problemas e tu
não davas importância aos meus. Houve momentos em que perguntámos em silêncio o
porquê de ter sido naquela altura, se íamos ter capacidade para ultrapassar
isso. Eu guardava tudo cá dentro, tu deitavas tudo para fora. Não havia o
brilho, as fotografias, as escolhas, as conversas duravam pouco tempo, o pouco
tempo que havia para nós. Houve muito silêncio dentro destas quatro paredes,
muita solidão, muitos pensamentos estranhos, muitas incertezas. Muitas noites e
compras decisivas sem ti. Depois parámos e decidimos que tínhamos de fazer
alguma coisa acerca disso. Eu deixei de ser egoísta em relação ao que se estava
a passar, tu deixaste de ser negativo em relação aos teus dias. E agora estamos
num bom equilíbrio que, muito em breve, vai mudar para sempre. Quero dizer-te
que talvez seja eu a próxima a ausentar-me. Que posso estar aqui física, mas
não emocionalmente. Que quero que tentes contrariar isso, que quero ter olhos
também para ti. Peço-te já desculpa por estar demasiado envolvida com quem vai
chegar à nossa família muito em breve, dizem ser normal, que depois passa. Mas
eu sei o quanto precisas de mim, o quanto preciso de ti e o quanto precisamos
dos dois. O quanto precisamos de olhar apenas um para o outro. Porque só
funcionamos assim.
o quarto do Sebastião ♥
Estamos em contagem decrescente. Faltam apenas algumas semanas para o Sebastião ensinar-nos o que é o maior amor do mundo.
Este quarto foi feito com muito carinho e serenidade, todas as coisas escolhidas com extremo cuidado. Todos os materias são do mais natural possível, cores neutras e cheias de luz, pormenores pequeninos e muito minimalismo.
Muitas coisas feitas à mão, por pessoas que lhe querem muito bem.
Muita simplicidade para o amor que está prestes a chegar à nossa família
♥
confiar nos produtos naturais ♥
Nesta demanda por uma vida com decisões mais conscientes, saudáveis e livres de produtos menos bons, pesquisei imenso sobre o que poderia iniciar com o Sebastião. Não queria fazer tudo à pressa, com as coisas a que estamos habituados. Assim sendo decidi lavar todas as roupas à mão, com sabão de Marselha, estendê-las com molas de madeira, com a mais pura das ternuras.
Todas as vezes que estou no quarto dele ponho música ambiente para relaxar, de forma a que ele associe a momentos de bem estar quando estiver cá fora. Limpei todos os móveis com óleo essencial de lavanda diluído em água, que li ser um poderoso desinfectante, antibacteriano e que afasta as más energias. Tenho saquinhos de lavanda pendurados no roupeiro e na cómoda. Não uso outros detergentes naquele espaço.
Comecei também a usar produtos mais naturais no banho, da Cowshed, e para hidratar a pele o tão famoso Óleo de Amendoas Doces prensado a frio.
Tudo muito simples e cheio de luz que vou partilhar no próximo post :)
Mais alguma dica da vossa parte?
alimentação consciente♥
A nossa vida tem mudado aos poucos cá em casa. Tenho lido imenso sobre estilos de vida mais saudáveis, o que devemos integrar na nossa alimentação, tudo muito fundamentado e nada feito ao acaso.
Todos os livros apontam numa única direcção: é a nossa alimentação a chave de tudo. Para vivermos mais tempo, com mais qualidade de vida, para evitar doenças, melhorar doenças crónicas, sentirmo-nos melhores com o nosso corpo.
Despertei mais urgentemente para este assunto desde que estou grávida. Afinal estou a formar uma pessoa a partir do que incluo na minha alimentação e não me estava a sentir confortável com certos produtos alimentars que esxistiam cá por casa. O truque é simplesmente não os comprar. Tão simples quanto isso.
O leite desapareceu, o queijo foi super reduzido, o açúcar passou a mascavado e só é utilizado em sobremesas quando recebemos visitas. Não entra carne de vaca e porco cá em casa há meses. Continuamos a consumir frango e peixe local, damos prioridade à agricultura biológica sempre que é possível.
Mas a maior mudança é, sem dúvida, emocional, se lhe posso chamar assim. Porque continua a apetecer-me batatas fritas e hamburgueres. Porque quando me apetece meeeeeeesmo não me privo de os comer. Mas enquanto os estou a comer já não me saciam como antes. Estou sempre a pensar no quanto estou a maltratar o meu corpo e as minhas células. E acabo por deixar a meio.
Assim, para finalizar as nossas férias fomos almoçar à Quinta do Arneiro, a cerca de 30 minutos de Lisboa. Fizemos a visita guiada, almoçamos no restaurante e trouxemos produtos biológicos da mercearia. Que maravilha. Uma experiência a repetir sem demora!
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