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Amoras silvestres



















Dias no interior. Dias de paz. Dias sem ligações, mensagens e telemóveis no bolso das calças. Comi salame até satisfazer a gula, caminhei ao pôr do sol. Esqueci a cidade e os planos de futuro. Esqueci as indecisões que não me deixam dormir sem pesadelos, livrei-me do peso do mundo que trazia às costas e deixei-me sossegar. Amoras, aos molhos, tão doces, tão silvestres. Caminhadas douradas que me tranquilizaram os sonhos. Amor, muito amor. É preciso desligar a ficha de vez em quando, deixar de estar em stand-by e assumir o off. Estou off. Estou esgotada. Estou cansada de pensar. Vou fazer crescer coisas doces no forno, vou comer tudo sem remorsos e esperar que este açúcar cheio de coisas boas me faça voltar a descer com os pés à terra.


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Boa sorte precisa-se

Custa mesmo engolir certas decisões na vida. Custa ainda mais sabermos que são injustas. Que não valem o que somos. Custa horrores reconhecermo-nos no meio da percentagem ainda elevada de pessoas que não têm emprego. Trinta números à minha frente, cinquenta pessoas já atendidas. Mulheres com bebés de colo a fazerem a inscrição. Somos 13%. Embora continue a acreditar que somos muitos mais. É o que me define neste momento. Um número dos 13%. O olhar de surpresa quando disse o que fazia, o que fiz durante quatro anos, o que sei fazer. Um olhar de surpresa e indignação ao ouvir a empresa que me descartou. Que me especializou e depois, quando disse o primeiro não, me mostrou a porta da rua. Após cinquenta inscrições ainda existia lugar para um olhar de surpresa. Apresentações quinzenais, como se estivesse em liberdade condicional. Registo de procura activa. Aos vinte e sete anos estou no sistema. No começo da minha carreira, na fase mais importante da minha especialização, estou no sistema. Aquele dos 13%. Condicionada pelas pessoas que me prometeram mundos e fundos e que me quiseram enviar para o fim do mundo. Condicionada por um país que tem 35% de desemprego jovem. Condicionada pelo currículo que tenho. Condicionada pelas pessoas que nem sequer se despediram de mim. Colegas de equipa, chefes. Nem um até já. Bem vinda ao sistema. E boa sorte.
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Obrigada Julho

Julho foi mês de muito azul, muita praia e muito descanso. Repor energias, fazer muitos planos e imaginar as coisas boas que o futuro nos reserva ♥

Desarrumado | Manhã | Agora | Flores | Azul | Mancha


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Caia na Praia




A minha mala da praia vai sempre cheia. Seja apenas com as minhas coisas, ou com o que vão "guardando" lá dentro ao longo do dia. No entanto há rituais a manter, pelo que levo sempre os insdispensáveis : protectores solares para corpo, rosto e cabelo, àgua termal, toalha, água e livros. Desde que me lembro levo sempre companhia comigo nas páginas de um livro. Mas só este ano descobri as almofadas de praia. Para quem lê, está descoberta a melhor forma de o fazer. Descobri a Caia através de outros blogs que sigo e do Instagram, espreitei o site, fiz a encomenda e três dias depois já estava nas minhas mãos. Super profissionais, eficientes e rápidos. Mas melhor ainda...têm padrões de morrer, difícil foi escolher apenas uma. Acabei por render-me à almofade Jade, verde água. A partir de agora tenho duas companhias, um bom livro e a minha almofada Caia. Não é irresístivel?

Escusado será dizer que agora é uma luta para decidir quem fica com a almofada na praia, acho que vou ter de comprar mais umas três para oferecer!


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