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Pela estrada fora | Tailândia parte V

O melhor fica sempre para o fim e depois de dias intensos e de muito caminhar sob um calor abrasador, decidimos deixar os dias de descanso para último plano. Depois de uma hora de voo, duas de carro e quinze minutos de barco, chegámos a uma das mais faladas praias da Tailândia. Railay Beach.



Quatro dias para mergulhar, andar de caiaque à chuva, ver filmes quando chovia torrencialmente, namorar, comer muitas panquecas ao pequeno-almoço feitas na hora e de ouvir a rã que vivia no nosso alpendre dar-nos as boas noites. Quatro dias inesquecíveis. Quatro dias para voltar a casa e trazer toda esta viagem em lembranças na mochila e imagens na máquina fotográfica.






Tailândia. Um país quente, poluído, com templos maravilhosos, que equilibra a paz e o caos, praias praticamente selvagens e água quente. Um país imperdível, Uma viagem que vai ficar para sempre.

Até breve*
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Pela estrada fora | Tailândia parte V

Chiang Mai é o extremo oposto de Banguecoque. É um paraíso de templos vazios, lindos, cheios de animais, muito verde, muita paz, monges que se passeiam pelas ruas. Respira-se liberdade e energia positiva. O sítio perfeito para parar, pensar, relaxar e perceber o sentido da vida.

Estivemos em Chiang Mai três dias. Atividades a não perder:


  • TigerKingdom
  • Mercado Nocturno
  • Massagens na Prisão Feminina (recomendado pelo TripAdvisor, um sítio perfeito a não perder!)
A nossa rotina era passear de manhã, relaxar na piscina à tarde e dar uma voltinha no mercado à noite.

Das melhores experiências da minha vida!















De seguida rumo a Railay Beach, uma das melhores praias da Tailândia.
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Pela estrada fora | Tailândia parte IV

Depois do primeiro impacto a velha máxima do "primeiro estranha-se e depois entranha-se" nunca fez tanto sentido. Fomos de táxi no meio de um trânsito infernal até ao hotel. Contei para mim mesma dez possíveis acidentes que podiamos ter tido, tal eram as manobras do senhor taxista. Milhares de tuk-tuk, motas, lambretas, os carros são todos toyotas e de cores berrantes. Chegamos ao hotel Le Fenix e decidimos ir em busca de um sítio para jantar. Ficámos perto do hotel, num restaurante/bar muito simpático onde comemos o nosso primeiro prato tailândes Pad Thai. A esta altura já tinha aprendido a comer com as pernas recolhidas na cadeira, porque mais uma vez ficámos na esplanada e o corropio de insectos "miniatura" era constante debaixo das nossas pernas. 
No dia seguinte acordámos cedo, tomámos o pequeno-almoço no hotel e saímos em direccção ao rio para apanhar o barco até aos templos Wat Phra Kaew mais conhecidos de Banguecoque. Assim que saímos fui invadida pelo cheiro a galinha depenada que todos os comerciantes de beira de estrada estavam a preparar para esse dia. Alguidares gigantes com água quente onde mergulhavam os bichos para ser mais fácil retirar as penas. Fui remetida imediatamente à minha infância e lembrei-me da minha avó no quintal a fazer exactamente a mesma coisa. Apanhámos o metro até ao cais e depois o barco. Não há bilhetes, mas há senhoras no barco que conseguem decorar facilmente a cara de quem ainda não lhes pagou. O preço do bilhete é irrisório, comparado com os preços a que estamos habituados.








Muito importante ressalvar o facto de termos de visitar os templos de calças e braços tapados, sem decote. Afinal é um lugar sagrado e não vos deixam entrar se não estiverem em condições. 





Almoçámos perto dos templos e visitámos os vários mercados naquela zona, assim como o famoso Reclining Buddha "Buda Gigante".






  • É muito importante lembrarem-se de tirar os sapatos sempre que vão entrar num templo. O chão é sagrado e à entrada estão prateleiras para esse efeito. Estava constantemente a felicitar-me por ter levado um par extra de ténis, não fosse alguém levar os meus por engano. Mas felizmente nunca precisei deles :)
  • Podem regatear os preços que não estão escritos. Os que estão já marcados são o limite mínimo e eles não aceitam negociar.
  • Ainda não ressalvei o facto de se puder beber apenas água engarrafada. Há à venda em todo o lado mas muitas vezes levávamos as garrafas que o hotel disponibilizava já connosco na mochila. Atenção às bebidas com gelo, pois este é feito com água sem ser engarrafada. E não comemos vegetais crus. Apenas cozinhados. A fruta, desde que sem casca, não tem problema.
No segundo dia fomos visitar o Buda integralmente feito em ouro e passeámos pela Chinatown. Uma zona linda, com cores vibrantes, cheiros intensos, muito calor, sem sombra, pessoas a negociar em todas as bancas, vende-se de tudo. Um mundo de compras gigante.






Esperáva-nos um voo para o norte da Tailândia, Chiag Mai. O melhor da nossa viagem.










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Pela estrada fora | Tailândia parte III

Aterrámos em Singapura ao final da tarde, seguimos do aeroporto para o hotel de metro. Ficámos no V Hotel Lavender. Depois de instalados fomos jantar à Chinatown. Olá baratas gigantes a percorrer as ruas, constantemente a entrar e a sair das sarjetas! Só lhes faltava uma coleira e alguém que as levasse a dar um passeio. Comi a melhor refeição asiática de que me lembro até hoje. Estava muito calor, estavamos cansados e decidimos deixar os passeios para o dia seguinte. É claro que às 3h da manhã (20h em Portugal) estávamos acordadíssimos, mas faz parte. Tentámos dormir o resto da noite e na manhã seguinte acordámos cedo e fomos até ao Jardim Botânico. Imperdível! 





Almoçámos novamente na Chinatown e partimos para o aeroporto. O nosso voo para Banguecoque foi ao final do dia.  Depois de duas horas de voo aterrámos numa das capitais mais poluídas do mundo. Assim que saímos do terminal deparámo-nos com um cenário inquietante. Duas autoestradas, uma por cima da outra, mesmo ao lado do aeroporto. Uma fila interminável de pessoas à espera de táxis, todos os trabalhadores de máscara. Embatemos no calor húmido e ficámos imediatamente com os olhos a arder. Custava-me respirar, tal era a quantidade de fumo dos tubos de escape. Buzinadelas sem fim. Todos falavam alto e ninguém se percebia. Bem vindos a Banguecoque.

Não vou mentir quando digo que o meu primeiro pensamento foi:
Qual é o próximo voo para Lisboa?

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Pela estrada fora | Tailândia parte II

Depois da marcação da viagem e dos hotéis, que vos vou dando a conhecer, chega a hora dos preparativos para a viagem. 


  • Cerca de 1 mês antes é indispensável ir à consulta do viajante. Marquei no Instituto de Higiene e Medicina Tropical. Foi-nos recomendada a vacina da Febre Amarela e da Hepatite A. Visto que não iamos visitar nenhuma localidade mais problemática, não fizemos a profilaxia da malária.

  • Fomos ao médico de familia que nos receitou vários medicamentos que devem levar convosco: antibiótico de largo expectro, analgésicos, anti-inflamatórios, pomada para as picadas de insecto, anti-diarreicos, anti-histaminicos, pomada desinfectante e cicatrizante e spray repelente para aplicar na pele. Apesar de não ter comprado um spray com DEET foi das decisões que mais me arrependi. Os outros não fazem qualquer efeito. Vim cheia de picadas devido à má decisão que tomei.

  • Optámos por levar uma mochila em vez de mala com rodinhas. Mais fácil de transportar pelas cidades e mais maleável. Na mochila consegui guardar os medicamentos, a bolsa de higiene pessoal, 2 biquinis, chinelos e um par extra de ténis, 10 tops/t-shirts, um casaco leve, 2 pares de calças e dois calções, pijama (convém ser de manga curta e calças para minimizarem o ataque de melgas durante a noite). Não levei toalha (os hotéis onde ficámos cediam) e esqueci-me do chapéu para o sol, que muita falta me fez! Se se esquecerem de alguma coisa não entrem em pânico, a Tailândia tem um baixo custo de vida, pelo que podem comprar lá o que vos faltar a preços muito simpáticos :)

  • Levámos também duas mochilas mais pequenas para o dia a dia. Nessa mochila inseparável, coloquei a máquina fotográfica, o carregador, a carteira, medicamentos urgentes, uma muda de roupa, artigos de higiene, uma pasta com todas as reservas imprimidas (hotéis e voos) e, claro, o Lonely Planet.

  • Singapura, aí vamos nós!


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Pela estrada fora | A Tailândia parte I

Uma das coisas que me fez mais falta antes de viajar foi encontrar um blog ou site que reunisse dicas e sugestões em viagem. Fui encontrando muita informação, mas toda ela dispersa, falei com amigos que já o tinham feito e principalmente segui alguns instintos.

Assim, gostaria de deixar algumas dicas para quem quer viajar para a Tailândia e dispõe de pouco tempo para fazê-lo.
Estive duas semanas na Tailândia com paragens na ida e no regresso em Singapura.


  • Comprámos o bilhete de ida e volta através de uma promoção da Lufthansa cerca de seis meses antes. Sim, é uma chatice ser com tanto tempo de antecedência, mas vale mesmo a pena. Basta registarem-se nos sites das companhias aéreas e receberem as newsletters, depois é uma questão de ficar atento aos meses em que a mesma decorre.

  • Escolham as escalas com mais de uma hora e meia de duração. Isto porque apesar de querer que a viagem passe o mais rápido possível e chegar ao destino, existe menos probabilidade de ficar sem mala. A maioria dos aeroportos admitem precisar de uma hora para passar as bagagens de um avião para outro e muitas vezes os voos atrasam-se cerca de meia hora. Sempre que sejam voos longos, este foi cerca de 13 horas, com escala em Frankfurt de 6 horas, tentem ir à noite. Assim dormem no avião e minimizam os efeitos do jet lag.

  • Comprem um guia acerca do País que vão visitar. Eu sou fiel ao Lonely Planet. Já tenho alguns e nunca me falhou em nada. Sugere roteiros, hotéis, restaurantes, todos eles visitados pela equipa no terreno. É muito bom para optimizar os tempos de viagem, para marcar hotéis com antecedência e claro para ficar a conhecer a história e os marcos a visitar. Existem opções para todos os budgets.

  • Escolham o tipo de viagem que pretendem. Nós decidimos visitar três sítios em duas semanas, como sugeria o Lonely Planet. Primeiro a capital Banquecoque, depois seguimos para norte em direccção a Chiang Mai e por fim Railay Beach, nas praias a sul. Se podiamos ter visto muito mais? Claro que sim. Mas não quisemos andar a correr de um lado para o outro. Quisemos conhecer, descansar e absorver  máximo possível no pouco tempo que tínhamos.

  • Depois do voo marcado é recomendável marcar os transportes internos e os hotéis pelo menos com 3 meses de antecedência. A afluência é cada vez maior a este género de países e acreditem que os melhores esgotam rápido. Em relação aos voos é o factor tempo a jogar a vosso favor. Nós decidimos viajar internamente de avião. Escolhemos este meio de transporte porque uma viagem de avião custava o dobro do preço e um terço do tempo do que uma viagem de comboio ou autocarro. Estamos a falar de 60 euros de voo por uma hora e meia. As viagens de comboio ou aurocarro apesar de mais em conta acabavam por ocupar praticamente um dia inteiro, o que nos tirava tempo de qualidade onde realmente queriamos estar. Nós tentamos cruzar informação acerca dos hotéis com o Lonely Planet, TripAdvisor e acabamos por reservar no Booking. O Booking tem uma linha 24horas com apoio em Português sempre disponível. Apesar de nunca ter corrido nada mal da parte deles, já tivemos de a utilizar e garantimos que eles dão resposta.

  • Para visitar a Tailândia é preciso perceber como funcionam as estações do ano. Sendo que todo o ano está calor, mas existe a estação das chuvas. Ou dilúvios, como lhes quiserem chamar. A estação seca começa em Novembro e acaba em Abril. Nós decidimos ir em Fevereiro. Esteve sempre bom tempo, temperaturas a rondar os 32ºC, mas os dias nublados ou com períodos de chuva intensa durante umas horas são inevitáveis. É um país tropical. Aproveitem para ir a um mercado às compras, meditar nos templos ou correrem a mergulhar no mar (muito apreciado por nós!).


  • Como diz a filosofia dos guias Lonely Planet: "The hardest part is to decide to go so... GO!"

*Mais dicas no próximo post.

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