Há momentos de mudança na nossa vida que nos apanham de surpresa. E há outros que se vão revelando subtilmente. No início deste ano comprometi-me com algumas resoluções. Uma delas drástica o suficiente para a minha vida ficar do avesso. Quis o destino que não eu, mas a vida se encarregasse desse meu desejo. Quis o destino que fosse despedida antes de ser eu a controlar as minhas decisões e, como tudo o que nos é imposto, existe sempre alguma revolta e tristeza que crescem dentro de nós.É por isso que há dias, como o de hoje, em que nos apercebemos de que nada está ao nosso alcance, de que afinal fomos ingénuos em querer alguma coia tão poderosa, que somos engolidos pela espera e pela solidão. Há dias, assim, em que ficamos de pjama o dia todo e o telefone não toca. E queremos um bocadinho de sorte que não aparece. Há dias, assim, que pesam o tamanho do mundo nos nossos ombros. Que nos inferiorizam, que nos mostram o negativo, a falta de confiaça em nós e nos fazem duvidar de quem nos promete alguma coisa. Há dias tristes, assim como este, em que pomos em causa o blog que não tem visitas, as mensagens que não chegam e as oportunidades desviadas do nosso caminho. Há dias, assim, que são apenas dias. Mas que fazem toda a diferença.
Pages
Wishlist Natal, o minimalismo
A Cinco é amor à primeira vista. Para quem, como eu, gosta de minimalismo e bom gosto é impossível ficar indiferente às peças que por lá se encontram. Estas, são as minhas escolhas, mas todos os outros produtos têm qualquer coisa de mágico.
Momentos de Angkor
Passei apressada. Tinha ficado para trás perdida nas dezenas de imagens que queria registar. Apercebi-me de um movimento ao fundo ao qual não dei importância. Depois ouvi, muito baixinho aquela língua já familiar e completamente desconhecida. Voltei atrás. Quase engolido pela escuridão e sentado sobre uma das muitas pedras, um monge. Vestido de branco e sem cabelo era metade de mim. Um aspecto frágil que carregava dezenas de anos de castidade e devoção. Juntou as mãos e cumprimentou-me com um aceno de cabeça. Os olhos a brilhar, sem conhecerem maldade. Ao colo, muitas fitas coloridas. Levei a mão ao bolso e tirei 1 dolár. A única que tinha. Estendi-lha. Não sabia se levaria a mal ou qual o preço das pulseiras. Pegou-me na mão esquerda, prendeu a pulseira com três nós enquanto rezava baixinho. De olhos fechados, com os dedos trémulos, desenhou-me no pulso e soprou-me na testa. Depois chamou o meu amor, e repetiu todo o processo na mão direita. Senti um nó na garganta. Sermos tocados por alguém que já viveu tanto, numa terra tão distante, com vidas tão diferentes. Ali, no meio de um templo abandonado, senti que é este o propósito de viajar. As fotografias guardam-se, as compras oferecem-se, mas os momentos vivem dentro de nós para sempre. Aquele gesto vai morrer comigo.
Wishist Natal
A Oysho é daquelas lojas que me enche as medidas. Sempre que lá entro é rara a vez em que não me apetece trazer comigo qualquer coisa. As coleções de Natal, então, são queridas, queridas. O conforto é a palavra de ordem, sempre aliado à moda e às tendências. Muitas coisas que lá compro, mesmo sendo supostamente para usar em casa, acabam por sair à rua em três tempos, conjugadas com outras peças. A qualidade é fantásica. Tenho pijamas há anos que se mantêm exactamente como no dia em que os comprei. E são, sem dúvidas os chinelos e pantufas mais quentinhos e fofos que mimaram os meus pés de princesa.
E porque o espiríto de natal me arrebatou desde que voltei do calor dos trópicos, só me apetece vestir-me com tudo o que lá está e sentar-me no sofá com um bom filme e um chá aromatizado.
Adoro tudo, mas estes vinham morar cá para casa sem margem para dúvidas :)
Ah, esta sexta está tudo com 20% de desconto nas lojas e online!
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