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Os meus óculos de sol

No sábado fui até ao Summer Market Stylista. Estava um tempo ótimo para passear, peguei em duas amigas e fomos deambular para os lados do Estoril. A organização estava suberba, o espaço muito bem pensado, imensas marcas portuguesas e só me apetecia trazer um bocadinho de todas. Infelizmente não seria possível e já fui com o meu alvo definido. Há meses que namoro online os óculos de sol da Mr. Boho, mas esperei até experimentá-los ao vivo e a cores, antes de cometer uma loucura. Decidi trazê-los em cinco minutos. Adoro-os!





Vão ser a minha companhia nos próximos meses de calor ♥
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Os convites

Deixar a vida acontecer. Aceitar o que se cruza no nosso caminho. Agradecer, sempre. O que nos rodeia, o que nos torna mais fortes, o que nos dá forças para continuar. O amor. Sempre o amor. Este amor para sempre, de ontem, de hoje e de amanhã. Ter os primeiros convites nas mãos depois de tudo ser apenas imaginado, traz me alento. Faz-me acreditar que é real, que afinal o amor é sólido, pertence-nos, está aqui, perto de nós. 

O amor nas nossas mãos, como se fosse um super poder.






Não foi preciso procurar muito. Depois de encontrar, meio ao acaso a página das Joanas, soube instintivamente que contaria com elas para inspirar, ajudar, desenhar, enfim, tornar real tudo o que imaginava para este dia. Faltava ainda imenso tempo quando nos conhecemos e definimos logo desde o início a linha que gostaria de seguir. 
Os convites são apenas o iníco das coisas bonitas que criámos juntas. A minha cabeça a funcionar, os dedos das Joanas a deslizar e coisas bonitas a tomarem forma. Acertam sempre à primeira, a comunicação é perfeita, são rapidíssimas, eficazes, de um bom gosto extraordinário. Gosto de pessoas assim, basta uma palavra para começarem um mundo bonito.

As Joanas, na sua Molde Weddings, e todas as coisas que tornam possíveis :)


Mais fotos no instagram @redecompeixe
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Maio, acaba depressa.

E a vida atinge-nos em cheio. Em cheio no coração. Cansado de lutar, de sofrer, de permanecer cá dentro à espera. Abrandamos o passo, tentamos serenar o coração, a cabeça quer fugir do corpo, os lábios secos e as mãos fechadas com força. Voltamos para casa meio a cambalear, com o peso das expectativas de um futuro que afinal era um fiasco. Fomos apanhados na ratoeira. Menos de uma semana depois, nada faz sentido. Saímos, mais uma vez, de mãos a abanar. De coração apertado. De cabeça perdida. 
Estou perdida. Hoje quis fugir para longe. Hoje quis desistir de lutar. Hoje, depois de depositar a minha confiança em quem sou, no que consigo fazer, nas pessoas que me deram as mãos, saio derrotada. A vida atingiu-me em cheio. Maio, acaba depressa. Quero que te fodas.


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O que a vida nos traz

A vida dá-nos o que precisamos quando estamos prontos para isso. A vida sabe sempre o que fazer com os nossos desejos e as nossas esperanças. Por vezes, ao querermos apressar os planos, ficamos frustrados, cheios de medo de que afinal não somos especiais. Mas dentro do nosso coração somos sempre especiais. Para nós, para os que nos rodeiam, para os que nos amam, para os que dividem os nossos dias connosco, temos um brilho único. Não podemos deixar de acreditar em nós, nas nossas capacidades, na nossa autenticidade. Somos o que somos porque a vida fez de nós o que queria. E ao fim de onze meses em casa a minha caminhada pelo meu futuro deu frutos. Ao fim de onze meses de muitas manhãs sem sentido, de muitas noites mal dormidas, de muitas palavras feias e lágrimas, de me sentir inútil para o mundo, ao fim de onze meses a vida lembrou-se de mim. Começa agora uma nova etapa, um novo ciclo, um novo projecto que me vai fazer caminhar mais depressa até o meu objectivo final, aquele que está lá à minha espera. E por mais voltas que o mundo dê, por mais obstáculos que a vida me traga, o meu sonho está cada vez mais perto. Porque o sinto na pele, cada vez mais perto, porque o vejo ao fundo, cada vez mais brilhante. Este é o início da última estrada.


[irlanda 2015]
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Lazy Sundays





Flores frescas logo pela manhã. Andar descalça enquanto arrumo a casa. Estender roupa, apanhar roupa, preparar um café com leite enquanto saboreio uma leitura semanal. Abrir o roupeiro com os linhos lavados, branco, muito branco, leveza, o novo aroma "Green Herbs" da Zara Home que se eleva da cama acabada de fazer. Esta luz, maravilhosa, que nos acordar todas as manhãs. O ar quente que nos chama da praia. Os mergulhos, o sol que nos ilumina por dentro, as gargalhadas, o melhor açaí gelago de sempre mesmo em frente à praia, mais mergulhos, mais areia, mais leituras. E, no fim, o regresso a esta quietude. A esta leveza cheia de luz com aroma de roupa acabada de lavar.

Domingos tão bons.
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4 meses ♥

No meio de mais uma semana de provações, no dia mais quente deste mês de recomeços, entrei no gabinete. Tirei a roupa, devagar, sem pressa pelo momento final, senti o saiote deslizar-me pela pele, fechei os olhos e levantei os braços. Ele fechou-se sobre mim, suave, delicado, à minha medida. Voltei-me. O espelho devolvia-me a minha melhor versão. O branco sedoso, a saia a tapar-me os pés, as costas feitas à minha imagem. Sorri. Tudo o que pudesse estar a envenenar-me perdeu-se no meu sorriso. Todas as maleitas, medos, sonhos frustrados, discussões, tudo se esvaneceu. Era eu e o meu vestido de sonho. Fiquei com um nó na garganta, mesmo depois de desaprovar a desnecessária carga emotiva que estes momentos provocam noutras pessoas. Nunca me senti tão bonita, tão realizada, tão eu. Eu, num gabinete, o mundo todo lá fora e aquele tecido que escolhi para imortalizar o quanto gosto de ti. Esqueci-me das noites em que nos separamos, das palavras que dizemos para magoar, da fase difícl que atravessamos. Eu e o vestido. Invencíveis, do tamanho do mundo. O mundo que neste momento me faz tão feliz ao teu lado. Eu, com a felicidade toda do mundo a envolver-me. E o mundo todo lá fora, sem sequer se aperceber.

Obrigada por quereres casar comigo.









4 meses ♥




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