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Inspiração

Precisamos de  serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar, 
coragem para mudar as coisas que podemos 
e sabedoria para saber a diferença entre elas.


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Inspiração

" Morre lentamente quem se transforma escravo do
hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está
infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um
sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço
muito maior do que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!"

Martha de Medeiros


no livro "Nunca te distraias da vida"  Manuel Forjaz.
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Obrigada ♥

A vida precisa sempre de um empurrão. E a intuição que temos cá dentro trata do resto. Há cerca de um ano fui atrás da minha e participei no primeiro workshop de fotografia e gestão de tempo das queridas Catarina e Sofia. Não sabia bem ao que ia, o que conhecia de máquinas fotográficas resumia-se ao botão de disparo e ao review e a única organização que tinha era uma agenda em papel com metade das folhas vazias. 
A Catarina deu-me a conhecer tudo o que hoje uso nas minhas fotografias, levou-me a comprar lentes novas e a expor as imagens que tanto prazer me dão a registar no blog. Foi através dela que desenvolvi este hobby que me enche as medidas e que me traz paz de espírito.
A Sofia ensinou-me a dizer não, a organizar os dias e as semanas e sobretudo, a estabelecer prioridades. Continuei, como já antes fazia, a ler a Catarina e a Sofia todos os dias, a seguir-lhes as palavras, as mudanças de casa e os pensamentos que partilham connosco. Assim como um aluno segue o seu mestre, mesmo à distância. A Sofia faz-me sonhar que tudo é possível, que devemos acreditar no nosso potencial, que devemos seguir em frente por mais que nos empurrem para trás. Que existem momentos certos. 
Há dias que sentia a necessidade de sair do anonimato, que faltava humanizar este cantinho mais um bocadinho, que precisava de vos mostrar mais de mim. E assim que tomo essa decisão e que dou um passo em frente, recebo uma mensagem da querida Raquel. 
A Raquel, que tem a força do mundo dentro dela, que escreve coisas tão acertadas e tão despretensiosas, a Raquel que juntamente com os We Blog You lançou o desafio que agora me traz alguma visibilidade, mas que acima de tudo me faz querer ser cada vez melhor. 
E a Raquel e a Sofia escreveram sobre mim. Viram em mim aquilo que me custa a aceitar, a maior parte das vezes. Que há pessoas que se identificam comigo, que gostam de me ler, que me visitam e que me fazem tão feliz por estarem desse lado.

E eu fico assim meia sem jeito por ter pessoas tão especiais a dar-me atenção e a dizerem coisas maravilhosas a meu respeito. E quero dar-lhes o maior beijinho do mundo e dizer-lhes todos os dias, obrigada, obrigada, obrigada♥

À Catarina vou agradecer-lhe do fundo do coração estar ao meu lado num dos dias mais felizes da minha vida, assim epero :)
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Gosto de ti no verão

Gosto do sal seco do mar na pele. Gosto de morangos. Gosto do calor do sol nas costas e do vento no cabelo. Gosto de pulseiras coloridas. Gosto de cores fluorescentes. De comer pipocas no cinema. De sardinhas e coca-cola. Gosto de dormir a sesta contigo no sofá. De beber caipirinhas. Gosto de ter o cabelo curto e não o pentear. Gosto de te ver olhar para mim. Gosto de me rir até ter de chorar. Gosto do verão, do mar, da areia que se entranha em todo o lado, gosto do cheiro do Nivea, de calções curtos e tops de renda. Gosto de alpercatas e de mergulhar na água gelada quando estou a ferver. Gosto de gelados que escorrem pelos dedos. Gosto de ti. Gosto tanto de ti no verão.







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[uma vida inteira de trombas para ver a vida ir-se embora assim]






Para mim tem o mesmo efeito do que andar descalça na relva. Ou melhor. É andar descalça à beira mar nestes primeiros dias já atrasados da Primavera. Não há nada no mundo que pague isto. Chegar a casa, descalçar os saltos e tirar a roupa formal, enfiar uns jeans, uns chinelos e dar corda às perninhas até ao outro lado da estrada. Inspirar o ar salgado, queimar a cara com o sol do fim do dia. Passar pelos aglomerados de pescadores a tentar vender o que o dia lhes rendeu, ainda aos saltos dentro das caixas de plástico. É a frescura no seu melhor, a água límpida, a praia paraticamente deserta. Arejar as ideias, pensar em coisas boas, fazer uma espécie de discurso inspirador do dia. Porque a vida é isto. Acaba não tarda nada. 

"nestes momentos em que o cancro se torna assunto é inevitável pensar no meu pai. não nas saudades que tenho mas na doença que o matou. o meu pai foi, durante toda a vida, e muito por consequência da morte da minha avó com um cancro muito doloroso, um homem triste. aquelas pessoas sempre com duas rugas na testa, zangado com a vida. quando o meu pai descobriu que tinha cancro, não ficou zangado, entregou-se aos médicos e mostrava uma serenidade brutal. depois da primeira operação, em que lhe foi removido um tumor maior que uma bola de futebol, o meu pai mudou. fizemos viagens, mimou a minha mãe, passeava, jantava fora e sorria. disse-nos: uma vida inteira de trombas para ver a vida ir-se embora assim.
e essa frase marcou-me para a vida. para a minha vida."

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Set me free

Desde sempre que Setembro está no meu top 3 de todos os meses do ano. É o mês dos recomeços. De começar de novo. De acordar e sermos aquilo que realmente queremos ser. De expectativas. De sonhos. De objetivos e promessas. Muitas ficam para trás, como tudo na vida. Mas gosto sempre de abraçar Setembro como se fosse a primeira vez e tentar levá-lo sempre a sério. E desta vez enchi-me de energia positiva e vou lançar-me ao mais trabalhoso. Começar esta coisa do correr a sério. Sim, eu detesto a ideia de correr, ou detestava. Mas quem resiste a um paredão a fazer fronteira com o mar mesmo em frente à porta de casa? Que desperdício. Portanto, vamos começar devagarinho, que os pulmões não estão habituados a esta vida e as perninhas também não.
 
 
 
 
Primeiro treino: Check.
 
Companhia: Os meus Nike dos tempos de liceu.
 
 Sim, já precisavam de um update deste tipo:
 
 
Nike Free Run.
 
Quem sabe? :)
 
 

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