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A lua de mel ♥

















Foram dias de muito verde e muito azul. Muitas caminhadas pela selva, sempre acompanhados pelos macacos que a chamam de casa. Muitos mergulhos neste mar quente, límpido, muitos dias quase sem ver ninguém. Isolados no nosso amor, com muitas conversas de planos para o futuro.

Passou depressa, como todas as viagens. Depois de uma semana de trabalho intenso, parece-me que já foi há muito muito tempo. 

Fizemos escala em Kuala Lumpur, cinco dias em Ubud e quatro dias em Bali.

Voltámos de coração cheio, de energias renovadas, com um símbolo do nosso amor um pelo outro no dedo anelar. Voltámos para começar mais uma etapa que se deseja maravilhosa, cheia de felicidade, cheia de dias a dois, a três, a quatro. E respondendo a  algumas perguntas, não, não estou grávida (para já! :)), mas temos mais uma patuda cá em casa.

Vou apresentá-la ainda esta semana num próximo post ♥


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A cidade que nasceu no meio da selva


Esta viagem tem outro sabor. O sabor do mel e de aproveitar o que o mundo tem para nos oferecer de melhor. É a primeira vez que viajamos em modo cinco estrelas, claro que o luxo asiático nos permite isso mesmo e essa foi uma das razões principais para escolhermos de novo esta parte do planeta.

Acordamos com vista para a selva, num hotel que está completamente caracterizado pela envolvência. De fora, ninguém imagina o paraíso que é estar aqui. A simpatia das pessoas, o acesso a tudo o que queremos, o facto de não precisarmos de nos chatear com nada vale todo o dinheiro (que seria absurdo se estivessemos a falar da Europa) que aqui deixamos.





E eu estou rendida a este duche, no meio das palmeiras e plantas tropicais. Rendida aos macacos que saltam pelos telhados, à piscina infinita, ao verde que nos acorda pela manhã.




Ubud, a cidade verde, selvagem, hindu, a cidade selva.


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Acordar do outro lado do mundo

São quatro da manhã. Deitei-me há apenas algumas horas mas desta vez o jet lag decidiu ser o meu melhor amigo. Demorámos dois dias a chegar aqui, com uma breve paragem em Kuala Lumpur. No regresso haverá tempo para conhecer melhor a cidade. 
São quatro da manhã e o meu corpo pede para se mexer. Talvez esteja cansado das demasiadas horas no mesmo lugar do avião, mas assim que me levanto sinto ainda as mazelas do dia mais especial de todos. Pé ante pé para não acordar o meu marido (primeira vez que uso esta expressão!) visto o roupão e saio para o terraço. Ainda não se houve nada. Daqui a pouco vai amanhecer. Fico quieta a absorver os cheiros, o acordar da selva que nos rodeia. Só vejo vultos, mas sei que estou no cimo de uma colina e lá em baixo algures ouço um rio que não se cansa de passar pelo mesmo sítio. Começa a clarear ligeiramente, os galos cantam, as vacas mugem, os passarinhos chilreiam, o vento faz melodias com as gigantescas bananeiras, os macacos começam a saltar de ramo em ramo. É o dia a acordar. 






Penso, para mim, o quanto a minha vida mudou nos últimos meses, o quanto caminhei para aqui chegar, o quanto estou agradecida por estar a assitir ao nascer do sol, do outro lado do mundo, rodeada pela mais bela natureza. 

Obrigada vida.

Bom dia Ubud.











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