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Todas as viagens têm um destino

Sentei-me e esperei. Um pombo pousou numa das muitas placas que assinalam o destino destas linhas férreas. Que correm, correm por muitos e longos quilómetros, trazem e levam pessoas de volta a casa. Também eu estou de volta a casa. À terra que palpita no meu pequeno coração. Estou de volta a estas carruagens que fizeram parte de muitos momentos da minha vida. Momentos bons e menos bons. Ao som de música e de palavras impressas em páginas de papel que trazia sempre no colo. Muitas vezes escrevia as minhas próprias palavras na minha cabeça, passava em revisão toda uma situação imaginária, com personagens e ficção para não cansar o espectador. Mas cansava-me. De sentir, principalmente. Foi numa destas carruagens onde agora entro que chorei o fim do meu primeiro amor, no último comboio da noite. Escondida entre os bancos e a música nos ouvidos, relembrei todas as pequenas coisas e por todas fiz questão de secar as lágrimas. As mesmas que ficaram para trás quando me sentava neste comboio às primeiras horas da madrugada e levava o coração cheio de esperança por uma vida melhor. O mesmo coração cansado que carregava dentro do peito de volta à minha terra quando a esperança morria, por último. Tudo passou, mesmo quando abandonei o comboio ele continuou a seguir os mesmos caminhos, as mesmas linhas do destino, parou nas paragens de sempre e conheceu novas pessoas de todos os dias. Arrancamos à hora, por fim, e escolho o mesmo lugar, aquele que já teve o formato do meu corpo. No colo levo uma nova resma de folhas que me obrigam a abandonar este dia durante alguns minutos. O sol aquece-me as mãos, onde o meu coração descansa. "Não amamos menos um lugar por termos sofrido nele" confessa-me a autora na primeira página. A ironia da verdade que volta a acordar o meu coração meio adormecido e que me faz reviver as viagens de sentimentos tão díspares aqui vividos. Acorda coração, estamos de volta a casa, e não consigo imaginar o fim desta viagem.



"Não amamos menos um lugar por termos sofrido nele", Jane Austen




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Inspiração

A Rita tem um blog e uma página no facebook. A Rita tem muito mais do que isso. Tem um talento arrebatador e um tear. Tem inspiração para dar a volta ao mundo e rodeia-se das coisas mais bonitas para fazer estas peças. Lindas, doces, para quartos de bebés ou para sorrir quando passamos no corredor. A Rita faz sonhos com lãs e pendura-os nas paredes. 
Já conhecem a Rita?




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A felicidade está em nós

Existem em nós algo de grandioso. Quanto mais não seja a capacidade de gerar outro ser humano ou de fazer alguém sorrir. Existem em nós o poder de mudar o mundo e a vontade de criar alguma coisa do nada. O potencial é inesgotável. Existe amor em nós. Existe fé, responsabilidade, grandiosidade. Em mim, em ti, em todos. Dispomos de tudo para o conseguir. Porque é em nós que tudo começa e tudo termina. A determinação e os sonhos tratam do resto. O mundo cabe-nos na palma da mão. E é por isso mesmo que temos dias com sabor a morangos doces e actos gigantescos de bondade. Existe em nós a capacidade de arriscar, de fazer melhor, de fazer o bem. De ajudar quem mais precisa, de dar a volta ao mundo, de registar em palavras o que pensamos. O nosso poder, capacidade e influência na vida têm um propósito. O propósito de encontrarmos a felicidade. Vamos procurá-la?
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Venha o calor



Julho, vamos de férias só os dois? ♥

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Querido Junho


Junho deu-me a liberdade que precisava. Empurrou-me para a frente, no caminho que está desenhado para mim. Acredito que me tenha empurrado para mais perto dos meus sonhos e da minha essência. Junho foi um mês surpreendente. Pela positiva e pela negativa. Mostrou-me a natureza da maior parte das pessoas que me rodeavam, tão queridas e igualmente monstruosas. Junho trouxe-me carácter, decisão, mais dez centímetros de testa. O mês em que saí sem olhar para trás, em que engoli tantas palavras que um dia vou ter de escrever, veneno que tem de ser despejado. Mas Junho, meu querido Junho, deste-me o que supostamente consigo suportar. E é seguindo por este caminho que vou tentar não decepcionar-te.


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