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pela estrada fora | Itália

Itália foi onde me encontrei. Sem rodeios. Perdi-me e encontrei-me várias vezes. Encontrei-me nos gelados, nos bairros pequenos, nas massas, nas praças cheias de flores, nos enchidos, nas igrejas velhas, nos queijos, na planície da Toscana. Deixo-vos a minha viagem por terras italianas, pelas imensas coisas boas que lá vivi, pelo amor que me ficou daquela terra, enebrida pelo dolce far niente. Itália, o primeiro país que me levou a acreditar que conseguiria viver fora de Portugal. 


1º dia - Aterragem em Milão






De seguida comboio para Veneza... :)

(abril 2013)


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on my mind | autumn colors






A Massimo Dutti é o meu estilo. Da cabeça aos pés. Sempre que passo por lá apaixono-me por outra peça e esta nova colecção está de cair para o lado. Os meus azuis e  meu querido cinzento não me dão descanso. Podia vir tudo morar para o meu roupeiro. 

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inspiração | minimal whites


A inspiração que vem de Copenhaga,


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Querido Setembro

Setembro, meu querido. Espero o ano todo por ti. Foste tu que construíste o tecto por cima de um amor ainda a crescer, que me trouxeste sempre cadernos a estrear, só tu sabes como gosto de folhear as páginas ainda brancas. Querido Setembro, traz-me de volta os finais de tarde mais apressados, o cheiro a bolo a crescer no forno, as mantinhas no sofá, as chávenas de chá quente e as tardes de filmes. Traz-me a colecção de roupa pela qual espero dias e dias, traz-me o sossego das decisões tomadas e das etapas que já terminaram. Traz-me a motivação dos novos projectos. Que sejas sempre o meu mês do coração, a possibilidade de começar de novo, os pares de sapatos fechados que substituem os abertos, o namoro pegado com os pretos, os cinzentos e o meu magenta. Que sejas mais doce comigo este ano. Mas menos que no ano que vem. Porque foi a ti que escolhi, querido Setembro, para celebrar o meu amor para sempre.





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A hora dos recomeços


Agosto está a chegar ao fim. A noite nasce mais cedo, o vento dá-nos a conhecer a próxima estação. As cores estão a mudar, o azul vai dar lugar ao amarelo, verde e magenta. E sei que posso ser suspeita, mas adoro esta transição.
 É a hora dos recomeços.

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o sentido dos ponteiros do relógio

Os dias começam todos iguais. Espera-se que o sol nasça no horizonte e que a terra gire no mesmo sentido de sempre. O leite na mesma taça, arrumada no mesmo armário. A chave roda no sentido dos ponteiros do relógio, as horas andam sempre para a frente, os passos são uns a seguir aos outros. Aos poucos vamos sentindo qualquer coisa diferente, cá dentro. Alguma coisa que nos faz ocupar mais do que um lugar na carruagem do metro, é quase palpável. É transcendente. Apetece partilhar. Olho em volta e quero distribuir toda esta felicidade que nasceu cá dentro. Não há espaço para egoísmos, para compaixões. Há sim, tempo para sorrir, sorrir a quem entra, a quem sai e a quem passa apressado. Há a certeza de decisões tomadas. Gigantes. Do tamanho de montanhas cheias de neve. Do tamanho dos nossos sonhos. Decisões que sempre foram as mais certas, mas que trazem a bonança depois da tempestade. Vamos seguir os nossos sonhos. Vamos transparecer felicidade a quem nos rodeia. Vamos arriscar. Vamos dar uma oportunidade ao mundo para girar de maneira diferente. Para girar ao nosso ritmo. Só para nós. Nem que seja apenas por um dia.


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