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Recomeçar ♥


Aos recomeços. 

E amanhã no blog a melhor despedida de solteira de sempre!


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O que a vida nos traz

A vida dá-nos o que precisamos quando estamos prontos para isso. A vida sabe sempre o que fazer com os nossos desejos e as nossas esperanças. Por vezes, ao querermos apressar os planos, ficamos frustrados, cheios de medo de que afinal não somos especiais. Mas dentro do nosso coração somos sempre especiais. Para nós, para os que nos rodeiam, para os que nos amam, para os que dividem os nossos dias connosco, temos um brilho único. Não podemos deixar de acreditar em nós, nas nossas capacidades, na nossa autenticidade. Somos o que somos porque a vida fez de nós o que queria. E ao fim de onze meses em casa a minha caminhada pelo meu futuro deu frutos. Ao fim de onze meses de muitas manhãs sem sentido, de muitas noites mal dormidas, de muitas palavras feias e lágrimas, de me sentir inútil para o mundo, ao fim de onze meses a vida lembrou-se de mim. Começa agora uma nova etapa, um novo ciclo, um novo projecto que me vai fazer caminhar mais depressa até o meu objectivo final, aquele que está lá à minha espera. E por mais voltas que o mundo dê, por mais obstáculos que a vida me traga, o meu sonho está cada vez mais perto. Porque o sinto na pele, cada vez mais perto, porque o vejo ao fundo, cada vez mais brilhante. Este é o início da última estrada.


[irlanda 2015]
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Até já, Irlanda

Têm sido dias muito complicados. Desmotivação, mal-estar geral, frustrações que transformam coisas pequenas em coisas gigantes. É a vida a acontecer e a tomar balanço para nos atormentar. Neste momento, estou a voar para longe. Mas para mais perto do que está certo. Espero que esta viagem aconteça no momento certo. Espero reencontrar a paz por lá, absorver toda aquela natureza, toda a quietude. Respirar calmamente, dar-te a mão e ver a luz  ao fundo do túnel que afinal parece mais longo do que no início da caminhada. Vou dar-me espaço e leveza para não condicionar o que escrevo por aqui e gostaria de vos levar um bocadinho no coração. Sigam a viagem pelo Instagram, que tentarei actualizar todos os dias. Quando voltar, de energias renovadas e mais positivas, espero ainda vos ter desse lado ♥ 

Irlanda, deposito em ti as melhores expectativas! Até já!

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O meu jardim da frente





Recarregar baterias numa praia quase deserta. Observar as ondas, que vão e vêm e nos trazem a esperança de dias mais bonitos e mais longos. O sol da manhã que nos aquece os sonhos e as mãos, que nos ofusca com a sua serenidade e esplendor. Libertar o corpo do stress dos pesadelos, de todo o negativismo que insite em bater à porta. Contrariar o frio de Janeiro e por os pés ao caminho, mesmo que custe ao início, mas que acabe por compensar. Ter o privilégio de ter esta praia imensa como jardim da frente e aproveitá-la ao máximo. Sorrir às pequenas coisas do dia-a-dia. 

Vamos lá começar mais uma semana, segunda feira :)
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Focar

Acreditar no futuro. Olhar para ele sem receio. Interiorizar que o melhor está, mesmo, para vir. Acordar e fazer planos, tomar decisões no sentido que queremos seguir. Não duvidar, não desvanecer, não fraquejar a cada passo. Sermos mais fortes, acreditarmos que somos amados, que somos bons, que temos todo o potencial que vêm em nós. Usar um sorriso na cara e contrariar os dias maus, longos e cinzentos. Potenciar o mau para o bom. Fazer os outros mais felizes, para sermos mais felizes também. Crescer, crescer tanto, mais um bocadinho todos os dias. Esperar, pelo melhor, pela oportunidade que nos prometeram, pelo que acreditam de nós. Fortalecer relações e não dar margem para pensamentos perdidos. O foco. Naquilo que queremos, que gostamos, que merecemos. Focar o futuro feliz que nos espera e viver este dia como se a espera estivesse prestes a acabar.


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Dear 2015

2015, és o ano das expectativas. Todas. A começar por uma viagem nos primeiros meses, passando pela concretização profissional há muito esperada e a terminar com o dia mais feliz da minha vida. És o ano da concretização. De tudo o que está em stand-by ganhar forma e ser palpável. O ano do verbo acontecer. Acontecer em bom, em grande, em felicidade, em força. O ano de início. De uma carreira e de um casamento. Estás preparado? Sem pressão, ok?



Um bom ano para vocês e um grande beijinho ♥ Que 2015 brilhe para todos
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É tempo de parar


"Com o aproximar de um ano novo, gosto desta pausa a que nos obrigamos. Paramos, saímos, desligamos do mundo. Reflectir é palavra de ordem. Olhar para o que fomos e para o que foi, para o que somos aqui e agora e o que queremos continuar a ser, a melhorar e a mudar.

Fazemos um balanço interior. Conferimos e agradecemos a vida que temos, damos valor às coisas boas e também às menos boas, as que nos fizeram crescer e valorizar todas as outras. Reparamos melhor na vida que corre apressada e reforçamos esta nossa alegria pela liberdade de escolha, de poder recomeçar em cada dia, em cada semana, em cada mês, em cada novo ano. 
O tempo do advento é uma espécie de estado de graça. Fechamos um ciclo e começamos outro, com tantas folhas em branco, tantos dias para encher de vida, de sentido do essencial.

No fundo, procuramos sempre a mesma geometria simples: um presente para viver, um passado (que nos ensinou) para agradecer, um futuro para esperar. Objectivos que nos apaixonam e entusiasmam a seguir em frente todos os dias, uma família para amar incondicionalmente, muita esperança e fé nesta vida que sabe sempre como nos surpreender, se soubermos confiar no tempo que é o seu.

E olhamos para a frente com serenidade, com a certeza de que mesmo sabendo que nem sempre foi, é ou será perfeito, há em nós uma vontade férrea de festejar a vida em cada pequena coisa. No muito que somos, com tudo o que temos. E num equilíbrio que nos faz tão bem.
Dezembro. O mês que é sempre e para sempre uma promessa de sol cá dentro. De renovação, de amor e de conciliação."

A Sofia, explicou exactamente o que sinto neste momento. É tempo de parar e observar. De fechar um ciclo.
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A hora dos recomeços


Agosto está a chegar ao fim. A noite nasce mais cedo, o vento dá-nos a conhecer a próxima estação. As cores estão a mudar, o azul vai dar lugar ao amarelo, verde e magenta. E sei que posso ser suspeita, mas adoro esta transição.
 É a hora dos recomeços.

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@redecompeixe
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o sentido dos ponteiros do relógio

Os dias começam todos iguais. Espera-se que o sol nasça no horizonte e que a terra gire no mesmo sentido de sempre. O leite na mesma taça, arrumada no mesmo armário. A chave roda no sentido dos ponteiros do relógio, as horas andam sempre para a frente, os passos são uns a seguir aos outros. Aos poucos vamos sentindo qualquer coisa diferente, cá dentro. Alguma coisa que nos faz ocupar mais do que um lugar na carruagem do metro, é quase palpável. É transcendente. Apetece partilhar. Olho em volta e quero distribuir toda esta felicidade que nasceu cá dentro. Não há espaço para egoísmos, para compaixões. Há sim, tempo para sorrir, sorrir a quem entra, a quem sai e a quem passa apressado. Há a certeza de decisões tomadas. Gigantes. Do tamanho de montanhas cheias de neve. Do tamanho dos nossos sonhos. Decisões que sempre foram as mais certas, mas que trazem a bonança depois da tempestade. Vamos seguir os nossos sonhos. Vamos transparecer felicidade a quem nos rodeia. Vamos arriscar. Vamos dar uma oportunidade ao mundo para girar de maneira diferente. Para girar ao nosso ritmo. Só para nós. Nem que seja apenas por um dia.


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Pontos de viragem

Existe em nós, sonhadores, qualquer coisa que nos engrandece. Seja pelas montanhas que nunca subimos mas que estão no horizonte das nossas visões diárias ou pela capacidade de recriar cenários para coisas comuns. Seja pela força de vontade em mudar para melhor, sempre, ou pela indecisão que nos atormenta no dia-a-dia. Sempre quis ser melhor. Nunca fui ambiciosa e tenho plena consciência das minhas limitações. Mas é a sonhar que me vejo como alguém que tem alguma importância neste mundo. O privilégio de antecipar o que é inalcançável para muitos, e o prazer de confiar no meu instinto. Tenho um instinto quase felino, sei reconhecer pessoas menos boas a léguas de distância, fico atormentada sempre que tenho de lidar com elas e não tenho por onde fugir. São pessoas que me limitam a visão, que me entopem de coisas más, que me fazem duvidar das minhas capacidades. São o meu oposto, o meu ponto de viragem. E a liberdade dos próximos tempos traz-me paz por saber que essas pessoas ficam encaixotadas lá atrás, no passado que já não pode acontecer. O futuro está mesmo aqui, recheado de sol, coisas bonitas para fazer, desafios novos e muitas, muitas pessoas que me querem bem. E que me fazem ser melhor.
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As fases do luto

Há papéis para assinar, vodka para beber e cigarros para fumar. Há um luto. Que tem muitas fases. A primeira, que me atropelou há uns meses , é a da negação. Tornei-me numa rebelde, deixei de atender muitos telefonemas, arranjei desculpas e tapei a cabeça com os lençóis de manhã. Depois negociei. Tentei fazer-me passar por cordeirinho, quando me apetecia arrancar-lhes a cabeça com os dentes. Fiquei dividida entre o que fazia e o que devia ser feito. Fiquei com medo. Até que caí em mim e deixei-me entristecer. Chorei, perdi o apetite, fiquei apática e regressei milhares de vezes em pensamento aos sonhos que tinha quando era miúda. E por fim, acordei numa manhã de sol, pousei os pés no chão, espreguicei-me e quis mais. Mais sabor. Mais desejo. Mais felicidade. Quis ser mais eu, quis dar mais de mim ao mundo e a quem me rodeia. Foi nessa manhã que aceitei. Com toda a calma do mundo aceitei que não era isto que devia fazer. Que não me saciava o apetite, não me dava o suficiente. E então esperei. Esperei, rezei, fiz figas e falei muitas vezes baixinho comigo mesma. Fiz das tripas coração. Mas aconteceu. Agora é real.
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