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4 meses de ti

💙 Sorris a toda a hora
💙 descobriste os pés e levas tudo à boca
💙 Detestas estar no ovo
💙 Fazes birras de sono como gente grande
💙 Dormes um bocadinho mais durante a noite 
💙 Estás fascinado com o teu “ginásio” de brinquedos no quarto

💙 Começas a interessar-te por tudo o que comemos perto de ti


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outono ♥

Os dias mais pequenos e mais tempo para estarmos juntos em família. É assim que vejo esta nova estação, que a celebro. Não existem tantas saídas, passeios e fins de semana fora, mas existe mais gente a entrar cá em casa. Família, amigos, longos jantares, filmes no sofá, o aroma a bolos acabados de sair do forno e as manhãs frescas com café quentinho. Este ano vai ter um sabor diferente. Vou ter alguém para se enroscar comigo nas mantinhas e que me faz companhia na ronha matinal. Vão ser dias a dois, pelo privilégio de puder ficar com o meu filho mais alguns meses. Partilhar com ele a minha estação preferida. Passear com ele no parque e mostrar-lhe as folhas a mudar de cor, vestir-lhe roupa mais quentinha, ver os olhos dele brilhar quando o Natal de aproximar. Porque falta pouco, muito pouco, para a época mais querida e aconhegante do ano. 


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o meu novo caminho

Ter coragem no coração e fé na vida. Acreditar num bem maior, que estamos aqui para servir, para fazer o bem, para dar amor. Seja de que forma for. O mundo precisa tanto de amor. O mundo precisa tanto de fé. Precisamos todos de ouvir mais o coração. E nas últimas semanas o meu tem passado por uma montanha russa de emoções. Ora bate de entusiasmo, ora fica apertado pelo receio. O receio de não o ter percebido bem quando falou comigo. Ou quando me permiti a ouvi-lo, finalmente. Desde os meus vinte anos que ando perdida. Não sei para que me servia o curso que tirei, o que fazer com ele, como conseguir ser feliz através dele. Essa felicidade nunca chegou. Acabou por abrir as portas à frustração, à desilusão, à incapacidade de me sentir útil para as pessoas e para o mundo. 
Mas nos últimos meses tenho notado uma mudança, que começou por ser quase imperceptível toda a minha vida, mas que sempre esteve lá. Pode ser sido exacerbada pela chegado do meu filho. Ou podia simplesmente estar à espera que me permitisse dar-lhe atenção. E acabei por dar. E é por aqui que vou seguir, Como em tudo na minha vida até hoje, vou seguir o meu coração. Mesmo que implique ficar mais horas longe do meu filho ainda tão pequeno, que me vá custar algum tempo com o J., sinto, neste preciso momento, que é por este caminho que tenho de ir. Se pode correr mal? Pode. Mas e se correr bem? E se for este, finalmente o meu destino? E se for aqui que vou ser feliz? 
A decisão está quase quase tomada. Faltam alinhavar alguns pontos para agarrar nesta força que me caracteriza e partir. Sei que não vou chegar ao destino igual. E é com esse foco que vou começar a caminhar.

Islândia 2016

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3 meses de ti ♥

♥ Páras de mamar e sorris para mim

♥ Acordas sempre bem disposto

♥ Continuas a mamar imenso durante a noite

♥ Já agarras nos objetos e estás fascinado com a tv

♥ Aprendeste a fazer bolhinhas de saliva e fazes isso o tempo todo

♥ Já não dormes durante os passeios, mas observas tudo super calminho


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dar-te o mundo

Tenho medo que cresças isolado. Que não consigas partilhar as experiências de início de vida. Que sejas limitado pela vida que te oferecemos. Nunca gostei de ser filha única. Nem de ter uma família numerosa mas sempre distante. Não tive o apoio de irmãs, primas, tias, avós, sobre a maternidade. Não ouvi conselhos nem tive a quem recorrer quando as muitas dúvidas não me deixavam dormir à noite. Tenho imensos primos que praticamente não conheço e muito poucas ligações familiares. Prometi a mim mesma, já há alguns anos, que só me ficaria por um filho se não pudesse mesmo ter mais. E, mesmo sabendo que vou querer dar-te irmãos, o peso da tua solidão familiar pesa-me no peito. Fico de sorriso nos lábios sempre que vejo famílias reunidas, primos a correr atrás de primos, bebés que saltam de colo em colo, alguém ter sempre alguma coisa a dizer sobre a forma como fazemos as coisas. Sinto aquela inveja boa das família que se juntam aos fins de semana e nas férias, na casa de família, onde os primos aprendem a nadar com os tios e as avós oferecem gelados às escondidas. Famílias que fazem o esforço de arrancar à sexta e partir apenas no domingo depois do sol descer. Mesmo com todas as discussões, amuos, conflitos, existe sempre mais espaço para a diversão, para a segurança, para a proteção, para o amor. É a reunião do clã. A partilha das recordações anos mais tarde. E é por isso que quero construir a minha própria família, dar-te muitos irmãos para brincares e refilares. Posso não ter uma casa de família com piscina ou perto do mar para te oferecer, mas vamos sobrevoar o mundo e aterrar em sítios diferentes sempre que pudermos. Que o mundo seja a tua grande família.


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dois meses de ti ♥

♥ já ouvi uma gargalhada tua enquanto sonhavas

♥sorris imenso e intencionalmente

♥começas a querer falar

♥ gostas de silêncio para dormir

♥ continuas a não gostar do escuro

♥ fizeste o teu primeiro cocó até ao pescoço

♥ toda a gente diz que vais ficar com os olhos azuis




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um mês de ti ♥

Um mês de ti.

Já sorriste deliberadamente para o teu pai.

Não gostas do escuro nem do silêncio.

Detestas ter as pernas e os pés nus.

Adoras fazer de nós almofada.

Começas a prestar imensa atenção quando falamos contigo.

Tens imensa força no pescoço e já levantas a cabeça.

Fazes barulhinhos como se fosses uma ovelha, mesmo a meio da noite.

Gostas de estar de barriga para baixo no banho.



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aguardar pelos sonhos

Ainda não perdi a fé. De te ver a correr descalço no meio das folhas verdes. De ficar feliz por teres a planta dos pés da cor da terra e as mãos cheias de saliva da nossa patuda. De te deitar com a janela aberta e o som da natureza como pano de fundo. De te ver crescer na companhia das árvores que plantarmos juntos. De saber que és feliz debaixo do sol, da chuva e a brincar na terra molhada. De ter um alpendre, árvores de fruto, uma pequena estufa com as ervas aromáticas, de puder adormecer-te nas noites de verão sobre o céu estrelado. Não esquecemos o nosso sonho, falamos muitas vezes nele, pensamos ainda mais. Está em pausa nas nossas vidas, ainda não foi o momento certo. Mas ansiamos por essa vida, por essa calma. Será com toda a serenidade e com toda a clareza de espírito que aguardaremos pelo momento certo. Ele vai chegar.





Assim, enquanto aguardamos, vamos fazendo planos em sítios muito bonitos, onde nos sentimos em casa. É aqui que nos sentimos bem, é aqui que o nosso coração se enche de sonhos.



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o vício do amor

Vais ficar viciado no colo. Na mama. Nas minhas mãos que te confortam até adormeceres. Nos meus beijinhos pelo corpo todo logo pela manhã. No facto de assim que choras eu pegar em ti e mostrar-te que estás em segurança. Em adormeceres na nossa cama de madrugada quando tens noites mais agitadas. É isto que me dizem de ti, filho. Que tens um mês de vida mas já tens manha, que sabes manipular-nos a fazermos o que queres. Que vais ser uma criança dependente.
És o meu primeiro filho, não sei se estou a fazer tudo bem ou tudo mal. Estou a fazer o melhor que sei. A seguir o meu instinto. Aquilo a que já quase ninguém dá importância. Preferem regular-se por horários, biberons, regras estipuladas e choros constantes. Eu prefiro seguir o amor. Porque dar-te colo quando choras, alimentar-te quando queres e mostrar-te que estás em segurança quando acordas no meio da escuridão e do silêncio, é fazer-te crescer com amor. E o amor é a base de tudo. Pelo menos de tudo o que está certo. É a base de uma infância feliz, das hormonas que te dão leite, de uma família equilibrada e de adultos conscientes e humanos. É o amor que vence sempre. Qualquer luta ou batalha, qualquer medo que se atravesse à nossa frente.
Fala-se tanto de traumas de infância, de adolescentes rebeldes, de psicoterapeutas para resolver problemas psicossomáticos, de dizer sim ou dizer não. Mas continuamos a cruzar-nos com pessoas que assim que olham para nós decidem aconselhar “não o habitue ao colo”, “deixe-o acalmar-se sozinho”, “não lhe dê mama sempre que quiser, senão não quer outra coisa”, e tantas outras barbaridades. Pais que se queixam de não compreender os filhos, mas que os deixam horas a chorar no berço ignorando completamente os pedidos dos mesmos. Que fazem cursos pré-parto, pesquisam todos os sites possíveis, lêem todos os livros sobre bebés, mas ignoram tudo porque a vizinha lhes disse que as teorias estão todas erradas.

Não sei se tens manha, se me manipulas, se já vens ensinado, se nunca mais vais adormecer sozinho ou aos dez anos ainda vais queres passar a madrugada na minha cama. Mas sei do que precisas agora. Do que me pedes. Do medo que tens do escuro e do silêncio. Do colo que te faz já sorrir para mim. Do amor que tenho para te dar e da segurança que me exiges. É por isso que vamos ignorar o mundo à nossa volta e crescer os dois no que é certo para nós, no que nos faz felizes, com ou sem manha, mas com muito colo pelo meio.
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trazer o amor ao mundo ♥

Enquanto me deslizavam pelo corredor em direcção ao bloco de partos e sentia o nosso filho a querer conhecer o mundo, senti sobre mim a enorme responsabilidade do que estava prestes a acontecer. Seria eu, e apenas eu, com quem tu e o nosso filho poderiam contar para que tudo corresse bem. A nossa vida estava dependente do que o meu corpo poderia ou não conseguir fazer nos próximos minutos. Comecei a tremer na maca fria, descontroladamente. Procurei-te mas sabia à partida que te estavam a preparar. Encontrei o olhar de uma enfermeira que me disse que estava tudo bem, era uma reacção perfeitamente normal. Ainda antes de ti entrou o meu médico, com o seu jeito descontraído, seguro, mãos grandes e postura protectora. Olhou-me nos olhos e disse Vamos fazer isto os dois, em equipa? Respirei fundo e tremi um sim com a cabeça. Enquanto ele se preparava fechei os olhos e senti a energia a mudar, para melhor, para algo mágico prestes a acontecer. Não ouvia ninguém para além dele, não sentia nada para além das contrações que aproximavam o nosso amor pequenino deste mundo. Caí num silêncio selectivo e quando já estava perfeitamente alinhada com a força do meu corpo é que me apercebi que estavas já ao meu lado. Quase não te reconheci com a touca, a máscara e a concentração que exigia o momento mais importante das nossas vidas. Deste me a mão, olhaste-me dentro dos olhos e disseste tu consegues, respira fundo. Durante aqueles minutos sentia-me a pairar entre a tua voz, a voz do meu médico e o que o meu corpo me dizia a alto e bom som. Concentrei toda a força do mundo para fora de mim, para te dar uma extensão de ti. Calmamente, sem pressa, sem medo, sem receio. O nosso filho chegou a nós num ambiente relaxado, carregado de magia e ternura, depois de 24 horas de trabalho de parto que começou quando ele quis chegar. E chegou. Mais cedo que o esperado mas com todo o amor do mundo. Foi, provavelmente, o momento mais bonito da minha vida, de uma leveza que nunca esperei. Foi provavelmente o momento em que mais te amei na minha vida, também. Porque sem ti não tinha conseguido ouvir a voz do amor.




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mala da maternidade ♥

Uma das maiores dúvidas de mães de primeira viagem é o que levar para a maternidade. As diferentes estações do ano parecem divergir opiniões e listas. Depois de muitas pesquisas, tanto de hospitais privados como públicos, esta é a minha lista com o que é necessário para aqueles dois/três dias na maternidade, consoante parto normal/cesariana.

A minha mala

·         Documentos (Cartão Cidadão, Seguro, etc)
·         Boletim de Grávida
·         Últimas análises e ecografias
·         Telemóvel
·         Carregador
·         4 camisas de noite com abertura à frente
·         Roupão
·         Chinelos de quarto e de banho
·         3 soutiens de amamentação
·         Discos de amamentação
·         Pomada de lanolina 
·         Cuecas descartáveis
·         Pensos higiénicos pós-parto
·         Maquilhagem
·         Escova Cabelo
·         Produtos de Higiene
·         Roupa para saída da maternidade




Mala do Sebastião

·         3 conjuntos completos para receber visitas (bodies interiores manga comprida/curta, calças de algodão interiores, fofos/cueiros, casaco, gorro, botinhas/meias)
·         3 conjuntos completos para a noite (bodies interiores manga comprida/curta, calças de algodão interiores, babygrows, gorro, botinhas/meias)
·         2 mantas
·         4 fraldas de pano
·         Fraldas descartáveis (média de 10 por dia)
·         Produtos de banho (Gel lavante, Creme Hidratante, Creme muda da fralda)
·         Lima de papel para unhas
·         Escova macia para cabelo
·         Chucha


Como estamos no verão as roupas que levo são todas de algodão fresquinho.

Alguma coisa que me esteja a esquecer?
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procura-me com os olhos

Não foi fácil fazê-lo sem ti. Mais difícil ainda é admiti-lo. E não falo de fazê-lo sem ti fisicamente, mas emocionalmente quase nunca cá estiveste. Desde o início que percebi que não iria ser a fase mais bonita da minha vida. Uma complicação arterial obrigou-me a vir cedo para casa e ao mesmo tempo começaste uma nova posição profissional que te ocupa todo o tempo disponível. O resultado ao início foi desastroso. Eu queria atenção, tu querias atenção. Eu não queria ouvir os teus problemas e tu não davas importância aos meus. Houve momentos em que perguntámos em silêncio o porquê de ter sido naquela altura, se íamos ter capacidade para ultrapassar isso. Eu guardava tudo cá dentro, tu deitavas tudo para fora. Não havia o brilho, as fotografias, as escolhas, as conversas duravam pouco tempo, o pouco tempo que havia para nós. Houve muito silêncio dentro destas quatro paredes, muita solidão, muitos pensamentos estranhos, muitas incertezas. Muitas noites e compras decisivas sem ti. Depois parámos e decidimos que tínhamos de fazer alguma coisa acerca disso. Eu deixei de ser egoísta em relação ao que se estava a passar, tu deixaste de ser negativo em relação aos teus dias. E agora estamos num bom equilíbrio que, muito em breve, vai mudar para sempre. Quero dizer-te que talvez seja eu a próxima a ausentar-me. Que posso estar aqui física, mas não emocionalmente. Que quero que tentes contrariar isso, que quero ter olhos também para ti. Peço-te já desculpa por estar demasiado envolvida com quem vai chegar à nossa família muito em breve, dizem ser normal, que depois passa. Mas eu sei o quanto precisas de mim, o quanto preciso de ti e o quanto precisamos dos dois. O quanto precisamos de olhar apenas um para o outro. Porque só funcionamos assim.


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o quarto do Sebastião ♥


Estamos em contagem decrescente. Faltam apenas algumas semanas para o Sebastião ensinar-nos o que é o maior amor do mundo. 



Este quarto foi feito com muito carinho e serenidade, todas as coisas escolhidas com extremo cuidado. Todos os materias são do mais natural possível, cores neutras e cheias de luz, pormenores pequeninos e muito minimalismo. 



Muitas coisas feitas à mão, por pessoas que lhe querem muito bem. 
Muita simplicidade para o amor que está prestes a chegar à nossa família

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confiar nos produtos naturais ♥

Nesta demanda por uma vida com decisões mais conscientes, saudáveis e livres de produtos menos bons, pesquisei imenso sobre o que poderia iniciar com o Sebastião. Não queria fazer tudo à pressa, com as coisas a que estamos habituados. Assim sendo decidi lavar todas as roupas à mão, com sabão de Marselha, estendê-las com molas de madeira, com a mais pura das ternuras. 


Todas as vezes que estou no quarto dele ponho música ambiente para relaxar, de forma a que ele associe a momentos de bem estar quando estiver cá fora. Limpei todos os móveis com óleo essencial de lavanda diluído em água, que li ser um poderoso desinfectante, antibacteriano e que afasta as más energias. Tenho saquinhos de lavanda pendurados no roupeiro e na cómoda. Não uso outros detergentes naquele espaço. 


Comecei também a usar produtos mais naturais no banho, da Cowshed, e para hidratar a pele o tão famoso Óleo de Amendoas Doces prensado a frio.


Tudo muito simples e cheio de luz que vou partilhar no próximo post :)

Mais alguma dica da vossa parte?
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alimentação consciente♥




A nossa vida tem mudado aos poucos cá em casa. Tenho lido imenso sobre estilos de vida mais saudáveis, o que devemos integrar na nossa alimentação, tudo muito fundamentado e nada feito ao acaso.





Todos os livros apontam numa única direcção: é a nossa alimentação a chave de tudo. Para vivermos mais tempo, com mais qualidade de vida, para evitar doenças, melhorar doenças crónicas, sentirmo-nos melhores com o nosso corpo.


Despertei mais urgentemente para este assunto desde que estou grávida. Afinal estou a formar uma pessoa a partir do que incluo na minha alimentação e não me estava a sentir confortável com certos produtos alimentars que esxistiam cá por casa. O truque é simplesmente não os comprar. Tão simples quanto isso.

O leite desapareceu, o queijo foi super reduzido, o açúcar passou a mascavado e só é utilizado em sobremesas quando recebemos visitas. Não entra carne de vaca e porco cá em casa há meses. Continuamos a consumir frango e peixe local, damos prioridade à agricultura biológica sempre que é possível.

Mas a maior mudança é, sem dúvida, emocional, se lhe posso chamar assim. Porque continua a apetecer-me batatas fritas e hamburgueres. Porque quando me apetece meeeeeeesmo não me privo de os comer. Mas enquanto os estou a comer já não me saciam como antes. Estou sempre a pensar no quanto estou a maltratar o meu corpo e as minhas células. E acabo por deixar a meio.



Assim, para finalizar as nossas férias fomos almoçar à Quinta do Arneiro, a cerca de 30 minutos de Lisboa. Fizemos a visita guiada, almoçamos no restaurante e trouxemos produtos biológicos da mercearia. Que maravilha. Uma experiência a repetir sem demora!




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os nossos dias a dois ♥





Casa Modesta.

O único sítio onde me lembro de me sentir em casa.






Despretensioso, com pormenores simples, modestos, familiares, de um conforto delicioso. Fomos super bem recebidos, numa casa pequena, com poucos quartos, mas tudo pensado ao pormenor.
A casa que pertence à família há muitos anos está ao lado da Ria Formosa e em tempos idos servia para construção de barcos de madeira. Agora foi completamente remodelada pela arquitecta da família e transparece bom gosto e a simplicidade das linhas direitas minimalistas.



Não tivemos sorte com o tempo, esteve sempre nublado ou a chover , mas conseguimos dar um passeio pela eco via junto à Ria Formosa. 
Aproveitámos, devido ao mau tempo, para jantar na Casa Modesta e foi das melhores experiências gastronómicas de sempre. Ingredientes acabados de colher na horta biológica e peixe apanhado ainda de madugada pelos pescadores. Divinal.


Queremos voltar muito muito em breve, para dar um mergulho na piscina e experimentar o berço em cortiça que nos falaram, para uma visita com o Sebastião.



De seguida fomos até ao Alentejo, perto de Beja, até à Herdade da Malhadinha Nova.




O Alentejo está sempre no meu coração e é extremamente difícil desiludir-me com ele.
As portadas, os azuis, o silêncio, a decoração, tudo nos prende o olhar.




Caminhadas no meio das vinhas visto não pudermos aproveitar a piscina mais uma vez, mas compensa tudo esta partilha com a natureza, este lado a lado.



E para terminar em grande a surpresa do upgrade do quarto, a música ambiente com que fomos recebidos, a qualidade dos produtos de democosmética, as inúmeras revistas e livros que podíamos comsultar e, claro, o restaurante com pratos de assinatura que nos preencheu a lacuna de sol.


Foram as últimas férias a dois. Dias de descanso, namoro, boa comida.

Estamos a um mês de conhecer o Sebastião e já queremos levá-lo a conhecer tantos sítios bonitos ♥

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