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A nossa casinha de campo
Três Marias. Foi esta a nossa casinha de campo por dois dias. Minimalista, de um bom gosto impressionante. A tranquilidade só é desafiada pelo canto dos passarinhos e o barulho do mar ao fundo. Das camas de rede consegue-se absorver o céu azul a perder de vista. O pequeno almoço com vista para a avestruz e os burrinhos que fazem parte da propriedade. Um bocadinho de paraíso na terra.
Um bocadinho de paraíso na terra.
Se passarem pelo Alentejo, não deixem de se perder neste pequeno B&B.
Não existe melhor sítio para recarregar energias :)
Querido Alentejo
Querido Alentejo, comecei o verão com o pé direito graças a ti. Embalaste-me nas tuas camas de rede, no zumbido dos mosquitos, na imensidão de campos dourados, no canto dos passarinhos. Percorri as tuas estradas de terra e sol vezes sem conta, sempre como se fosse a primeira vez. Enchi a barriga do teu pão que é o melhor do mundo, das compotas caseiras e do mel das tuas abelhas. Dormi à sombra das oliveiras, mergulhei no teu mar selvagem, saboreei o teu por do sol único. Querido Alentejo, nas tuas noites em que nada se ouve consegui ouvir o meu coração. E ele falou-me de paz. Da vontade de te abraçar para sempre. De me aconchegar no teu silêncio.
Praia dos aivados
Vila Nova de Milfontes
No próximo post a nossa casinha para estes dias, o sítio mais bonito de Portugal.
Obrigada Julho
Julho foi mês de muito azul, muita praia e muito descanso. Repor energias, fazer muitos planos e imaginar as coisas boas que o futuro nos reserva ♥
Desarrumado | Manhã | Agora | Flores | Azul | Mancha
Caia na Praia
A minha mala da praia vai sempre cheia. Seja apenas com as minhas coisas, ou com o que vão "guardando" lá dentro ao longo do dia. No entanto há rituais a manter, pelo que levo sempre os insdispensáveis : protectores solares para corpo, rosto e cabelo, àgua termal, toalha, água e livros. Desde que me lembro levo sempre companhia comigo nas páginas de um livro. Mas só este ano descobri as almofadas de praia. Para quem lê, está descoberta a melhor forma de o fazer. Descobri a Caia através de outros blogs que sigo e do Instagram, espreitei o site, fiz a encomenda e três dias depois já estava nas minhas mãos. Super profissionais, eficientes e rápidos. Mas melhor ainda...têm padrões de morrer, difícil foi escolher apenas uma. Acabei por render-me à almofade Jade, verde água. A partir de agora tenho duas companhias, um bom livro e a minha almofada Caia. Não é irresístivel?
Escusado será dizer que agora é uma luta para decidir quem fica com a almofada na praia, acho que vou ter de comprar mais umas três para oferecer!
planos do ♥
Têm sido dias de muitos planos, muito sol, muita comida boa e muitos mimos. Acordar ao som das gaivotas que dão as boas vindas ao calor, ter um batido cheio de frutas e sementes boas à minha espera e correr até ter os pés na areia quente. O local de eleição, e que só foi descoberto este verão, é a praia morena. Uma extensão de areal a perder de vista, mar a lembrar as águas do sul, chapéus de palha e gente bonita. Sangrias frescas depois de mergulhar na água salgada e saladas de comer e chorar por mais. Horas perdidas a imaginar plantas de casas, marchas nupciais, destinos para a lua de mel e muito, muito amor. Muitos sorrisos cúmplices, muitas caminhadas à beira mar de mãos dadas, muito azul nas fotografias que vão encher as paredes da nossa casa. São estes momentos que levamos no coração, já embalado para um dia tão especial, que está quase à distância de um ano ♥
Este calor ♥
Não consegueria viver sem mergulhar no mar, ou sem coca-cola. Não conseguiria viver sem os livros do José Luís Peixoto, sem morangos, sem máquina fotográfica. Ou mesmo sem massa, gelados ou ervilhas com ovos escalfados. Sem vestidos compridos, música, tanta música, demasiada música. Só consigo escrever com música. Sem bolas de berlim na praia, sem a natureza por perto. Não conseguiria viver sem as cervejas com os meus amigos, sem conversas com imensa história e já sem futuro. Não conseguiria viver sem filmes que me fazem chorar, sem cigarros nas noites de verão, sem Virginia Wolf, sem sentir tudo avassaladoramente. Chamem-me sentimentalista, emocional, mas tudo o que se passa cá dentro sai em cada letra que escrevo. Ou até sem viajar para longe, sem chinelos no pé, maquilhagem, não conseguiria viver sem andar de mãos dadas. Sem frio. É no outono e no inverno que o mundo é mais bonito, que a luz é mais brilhante, que o meu coração bate mais compassadamente. Mas não conseguiria mesmo viver sem este verão, este mar, esta costa, os cremes pré-solares e pós solares. Não conseguiria viver sem escrever sobre isso. E sem este calor que me tem aquecido os sonhos.
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